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Monte Farinha

Em vez de "Caminho Novo" vai passar a chamar-se o sítio aonde essa antiga via conduz: Monte Farinha.

Monte Farinha

Em vez de "Caminho Novo" vai passar a chamar-se o sítio aonde essa antiga via conduz: Monte Farinha.

Património Local

14.11.07 | aquimetem, Falar disto e daquilo

          Mais parece obra de pincel que trabalho de  objectiva, mas não é pintura. Esta foto foi colhida há pouco do alto do Monte Farinha e como se pode ver mostra em primeiro plano a aldeia de Vilar de Ferreiros, com o monte Toumilo em frente, muito bem assinalado por um  aceiro que de baixo a cima  identifica o famoso relevo. Por detrás, fica o vale por onde depois das  Fisgas de Ermelo, desce o Ôlo  em direcção Amarante,  e lá mais afastado  a serra dominante: o Marão.

Panorâmica vista a sul do Monte Farinha

          Em relação a Vilar de Ferreiros se tem o Toumilo em frente, logo também o Monte Farinha lhe fica na retaguarda com os respectivos acessos que conduzem até ao pico. E é precisamente para uma vez mais  falar num desses acessos ao "Iteiro" da Senhora que redijo este post. O motivo tem a ver com uma brochura muito bem ilustrada que a Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro, de Lisboa, mandou editar em 1978 para comemorar os 73º aniversário da sua fundação, e na qual deparei com uma velha foto que nos inícios da década de 60 colhi in loco na subida,  antes do Caminho Novo, e  provavelmente cedi mais tarde para constar na publicação citada, onde aparece com a seguinte legenda: " Pedras existentes em rixeiras (Vilar de Ferreiros) que dizem ser um monumento fúnebre pré-histórico". Rixeiras ou Recheiras tanto monta, uma vez que o povo, aqui, dispensa o rigor da etimologia. Até eu por mera ignorância.

           Com uma pequenina mancha cor de rosa assinalei, do lado esquerdo da foto, o local onde quem de Vilar sobe para a Senhora da Graça se situa o ermo lugar das Richeiras e o ponto em que o dito monumento se localiza.

          Já dele me ocupei aqui em post anterior, creio que em Novembro de 2006. Volto a fazê-lo agora  porque também hoje encontrei nos meus arquivos a velha foto desse monumento que a seu tempo divulguei sem grande resultado dado ali não haver, como em Foz Côa, vinhas do Douro a proteger e as pedreiras aqui serem bem mais lucrativas que por ignorância o património local.

Monumento Fúnebre ou de Culto? Merecia

bem a pena que alguém com autoridade na

matéria visitasse as Richeiras e se

pronuncia-se.