Quarta-feira, 18 de Maio de 2016

 

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Mais uma peregrinação do Arciprestado do Baixo Tâmega que em Ano da Misericórdia vai decorrer no alto do Monte Farinha, paróquia de São Pedro de Vilar de Ferreiros-Mondim de Basto. Presidida por D. Gilberto, Bispo emérito de Setúbal e transmontano muito ilustre, a peregrinação terá inicio às 09h00, com a “caminhada” da Fonte do Salgueiro até ao Largo de São Tiago, donde às 10h00, forma e saí a procissão, com o andor de Nossa Senhora da Graça, para o adro-esplanada do santuário, onde às 11h00 começa a solene Missa campal. Falamos da festa da Ascensão do Senhor que no Monte Farinha se celebra no ultimo domingo de Maio, porque assim, com data fixa, pretende servir melhor os tradicionais peregrinos que por esta altura escolhem subir a montanha sagrada de Basto. Este ano é no dia 29, ultimo domingo de Maio.

 



publicado por aquimetem às 23:50
Segunda-feira, 10 de Fevereiro de 2014
 

Livro de Costa Pereira

    Por:      Maria da Graça

 

 

Nossa Senhora da Graça
Nossa Senhora da Graça - na fé dos mareantes

 

Da autoria da minha conterrânea, a distinta mondinense Maria da Graça, para quem os transmontanos ligados às letras e às artes têm nela uma divulgadora generosa e impar, colhi do NetBila esta simpática noticia que com a devida vénia transcrevo, muito reconhecido:

"Este pequeno volume que aqui se apresenta é da autoria de Costa Pereira, um colunista com tarimba que nasceu a 6 de Dezembro de 1938, em Vilar de Ferreiros, Mondim de Basto, onde viveu os primeiros anos, repartidos entre a sua terra e Fermil de Basto.

Por volta dos 14 anos foi para Vila Real onde aprendeu a profissão de barbeiro e nessa profissão trabalhou em terras como VN de Famalicão, Nine, São Mamede do Coronado e Lisboa, onde fixou residência em 1961.

Foi pela mão do seu mestre escola, o saudoso publicista celoricense José Lopes que inicia a sua caminhada na comunicação social, com um artigo publicado no extinto Notícias de Basto, em 25 de Julho de 1960. Depois foi um nunca mais acabar, com colaboração nos mais diversos jornais da Imprensa Não Diária: o Notícias de Chaves, Voz de Trás-os-Montes, A Ordem, Terras de Basto, Monte Farinha, Povo de Basto, Ecos de Belém, Notícias do Bombarral, A Voz de Domingo, O Mensageiro, Elo da Bajouca e outros mais, como o boletim do Grupo Folclórico e Recreativo de Vilarinho - Vilar de Ferreiros, de que foi fundador.

Mercê do seu profissionalismo e comportamento no ambiente de trabalho vários são os louvores oficiais que lhe foram conferidos: e por Portaria de 09 de Março de 1998 foi condecorado com a Medalha de D. Afonso Henriques, Patrono do Exército, pelo Chefe do Estado-Maior do Exército.

Neste opúsculo sobre o culto graciano, Costa Pereira dá-nos a conhecer várias facetas do mesmo. E uma delas é a de não haver paróquia graciana nas dioceses de Braga, Bragança e Vila Real quando o culto graciano tem ali forte implantação, por isso a certo passo assinala : “Como no caso dos bragantinos e mirandeses, também a Diocese de Vila Real não tem paróquia graciana na área da sua circunscrição, mas em contrapartida tem o mais famoso santuário mariano de Trás-os-Montes e Alto Douro consagrado a Nossa Senhora da Graça.

De Nossa Senhora da Graça - Na Fé dos Mareantesfez referência o autor, dizendo que o título e a devoção não eram termos estranhos a quem nasceu num dos patamares mais sedutores do “Iteiro” da Senhora. De facto fazendo parte do todo que constitui a freguesia de Vilar de Ferreiros, concelho de Mondim de Basto, distrito e diocese de Vila Real, o Monte Farinha ou Senhora da Graça é local privilegiado de terras de Basto, mas também de todo o Norte de Portugal que não tem outro aspeto paisagístico que, como este, pela forma e dimensão se deixe realçar tanto.

Fica assim aqui, um cheirinho do que pode encontrar no volume deste transmontano de Mondim de Basto, que será apresentado ao público no dia 22 de Fevereiro, na Biblioteca de São Lázaro, Rua do Saco, 1, LISBOA".

 


publicado por aquimetem às 12:40
Terça-feira, 08 de Maio de 2007

 

Meão Grande visto da Sª da Graça.

           Só para evitar que este cantinho deixe de ter voz, agora que a maré alta das festas e romarias está à porta, aqui regresso com uma descoberta curiosa. Recordo-me de quando era miúdo sempre que os meus conterrâneos mais velhos se dispunham a subir ao coto do Monte Farinha em vez de dizerem vamos à Senhora da Graça, diziam vamos ao " Iteiro da Senhora". Estou farto de utilizar esta frase, mas até aqui sem dispor de bases históricas que me permitissem fazê-lo com segurança e rigor.

          Depois de reler com mais atenção um dos parágrafos do Tombo da Igreja de Vilar de Ferreiros, de 4 de Abril de 1778, que a seguir vou transcrever, fez-se luz à volta da questão e  o motivo fica historicamente esclarecido, ora vejamos: < .....outra de damasco branco e vermelho que é da capela de Nossa Senhora do Outeiro quatro alvas seis amitos quatro cordões toalhas de altar seis duas toalhas de comunhão um frontal de damasco branco e vermelho outro de gorgorão preto e dois verdes quatro castiçais dois de latão e dois de estanho.- Titulo dos passais pertencentes a esta Igreja de residência, duas salas  e duas câmaras cozinha estrebarias e palheiro casa de tulha tudo junto da igreja casa adega com cinco cubas um lameiro ao pé da adega chamado Carreira Cova com suas hortas tudo tapado sobre si o Lameiro da Bouça que fica abaixo da Capela de São Sebastião com sua presa no meio junto da fonte que é própria  do Lameiro toda está tapada sobre si o Lameiro Redondo tapado sobre si (........) >. -  O soblinhado é meu, e para assinalar que ao tempo era vulgar dizer ali: "vamos ao Outeiro", em vez de  "vamos à Senhora da Graça".  O povo tem sempre razão...  



publicado por aquimetem às 13:42
Em vez de "Caminho Novo" vai passar a chamar-se o sítio aonde essa antiga via conduz: Monte Farinha.
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