Quinta-feira, 02 de Junho de 2016

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No próximo dia 05 de Junho se fosse vivo fazia 95 anos o Sr. Dr. Primo Casal Pelayo. Não podemos esquecer este ilustre vila-condense que de alma e coração fez acordar do sono pesado em que dormiam muitos dos documentos antigos , relacionados com a historia de Mondim de Basto, que sem a sua generosidade e competência acabariam por nunca mais acordarem ou fazê-lo de modo assarapantado….Para fazer prova desse seu generoso esforço intelectual posto no trabalho histórico-jurídico que gastou a pesquisar nas mais importantes bibliotecas de Lisboa, Porto e Braga, e contou com a colaboração de personalidades das suas relações pessoais a quem pediu conselho, como D. Domingos Pinho Brandão, distinto arqueólogo, Padre Mário César Marques, etnógrafo bracarense e D. António de Castro Xavier Monteiro, bom conhecedor da história da região de Basto, Casal Pelayo juntou material suficiente para fazer e enobrecer a obra a que voluntariamente se propôs materializar. Apenas com um único objetivo, o de fazer devolver à paróquia de São Pedro de Vilar de Ferreiros, e ao seu pároco os direitos que lhe competem no santuário de Nossa Senhora da Graça. Desse seu labor surge A Ermida do Monte Farinha. Obra que só depois de lida, e de confirmado o seu conteúdo é que D. António Valente da Fonseca, após desvanecidas todas as dúvidas que até então estavam por clarificar, decide fazer a entrega definitiva ao seu legitimo dono. Valeu a pena e hoje graças ao empenho de duas figuras que vão ficar para sempre com seu nome ligadas ao santuário do Monte Farinha e que aqui enalteço: D. Joaquim Gonçalves, o “Bispo da Senhora da Graça” e o Sr. Padre Manuel Joaquim Correia Guedes, o “Padre da Senhora da Graça”. Dizia-me o abade Morais Miranda, em meados da década de 60 a respeito deste notável estudioso: “ Se fosse o pároco e vivesse ainda, quem mandava colocar uma fotografia lá em cima, no “iteiro” da Senhora, ao teu amigo Sr. Doutor Casal Pelayo era eu”. Bem merecia, só que o Dr. Primo Pelayo não trabalhou para se fazer à fotografia, mas para generosamente defender e repor a verdade histórica, que neste caso andava destorcida…..

 



publicado por aquimetem às 17:31
Domingo, 07 de Fevereiro de 2016

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Há quatro anos, em 2012, a propósito deste saudoso e ilustre amigo, escrevi: "Faz amanhã um ano, 8 de Fevereiro, que faleceu em Lisboa, onde residia, o Dr. Primo Casal Pelayo, que foi professor, director e proprietário do Externato Latino Coelho, na freguesia de Santa Maria de Belém. Natural de Fajozes, Vila do Conde, foi no colégio de São José, da família Pelayo, que iniciou a sua notável carreira de formador e educador de várias gerações que ainda hoje recordam com saudade o Colégio dos Pelayos, da rainha do Ave". Em Lisboa muitos foram, e são, também, os que ficaram gratos ao Dr. Primo Pelayo e ao colégio de que foi dono, gestor e professor exímio, na rua da Junqueira.

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Sempre que posso costumo visitar a campa onde, no cemitério de Benfica, repousam os seus restos mortais; mormente na data do falecimento. Este ano faz cinco anos que deixou o mundo dos vivos, as autarquias que até com os mortos fazem dinheiro, não sei o que a de Lisboa vai fazer da sua ossada. Que ao menos avise os familiares ou a Junta de Freguesia de Fajozes, antes de atirar com ela para a bala comum. São ossos de um insigne vila-condense,  e autor da Ermida do Monte Farinha, a quem também muito deve Mondim de Basto.

 

 

 

 



publicado por aquimetem às 11:03
Quarta-feira, 05 de Junho de 2013

          Se fosse vivo fazia hoje 92 anos que Primo Casal Pelayo nasceu na freguesia de Fajozes-Vila do Conde. Foi a 05 de Junho de 1921. Licenciado em Direito, na Universidade de Coimbra, ainda tentou optar pela Magistratura, que experimentou na condição de Delegado do Ministério Publico; no entanto era o Magistério que por vocação e tradição familiar o iria seduzir e consumir a sua existência, primeiro no Colégio de São José, de Vila do Conde, e mais tarde no Externato Latino Coelho, em Lisboa, do qual foi proprietário e director. Nessa qualidade o conheci, e no inicio da década de 60, o  despertei para acompanhar uma contenda à volta do santuário da Senhora da Graça que ele tomou muito a sério gastando muitas horas do seu precioso tempo a pesquisar e a consultar documentos seguros e fidedignos que deram origem à obra histórico-juridica "A Ermida do Monte Farinha, em Vilar de Ferreiros". Tornando-se assim não apenas um amigo da Senhora da Graça, mas o percursor dos verdadeiros estudiosos de Mondim e também da região de Basto.

          Recordá-lo é um dever de quem sem complexos quer conhecer a verdade histórica da sua terra; e a preocupação deste ilustre vila-condense foi encontrá-la e dá-la a saber. Para também o fazer e agradecer escolhi este 5 de Junho. É conveniente lembrar tudo isto para que  não caia no esquecimento, até porque tenho reparado haver uma nítida preocupação por parte de certa elite de "escrevinhadores" no tentar apagar o seu nome da história local, desviando dos estudiosos o conhecimento e importância do seu trabalho. Neste aspecto já alertei quem deve estar alertado para essa nítida preocupação...   



publicado por aquimetem às 00:04
Quinta-feira, 17 de Fevereiro de 2011

           Natural da freguesia de Fajozes (Vila do Conde), onde nasceu a 5 de Junho de 1921, o Dr. Primo Casal Pelayo depois da sua licenciatura em Direito, na  Universidade de Coimbra, ainda tentou optar pela Magistratura, que experimentou na condição de Delegado do Ministério Publico, no entanto era o Magistério que por vocação e tradição familiar o iria seduzir e consumir toda a existência, primeiro do Colégio de São José, de Vila do Conde, e mais tarde no Externato Latino Coelho, em Lisboa. 

          Autor de vários trabalhos didácticos, tais como: EXERCÍCIOS SOBRE OS LUSÍADAS E SONETOS DE CAMÕES, da Livraria Avis - Porto; ou de historiador e jurista, em  "A Ermida do Monte Farinha, em Vilar de Ferreiros - Mondim de Basto", edição do autor, e "FAJOZES - Memórias de seu passado", edição da Junta de Freguesia de Fajozes. Em comentário recente que  fiz á volta de tão insigne vila-condense deixei expresso " Além do mais tenho em particular uma divida de gratidão para com tão ilustre e generosa pessoa, pois lhe devo o gosto pela vertente histórica e pesquisa nos arquivos. Sem a sua intervenção no caso...da Senhora da Graça, ainda hoje se não sabia a história verdadeira, nem Mondim de Basto tinha de si próprio o conhecimento  que tem hoje. Foi graças às fontes de estudo e consulta que Primo Pelayo disponibilizou aos estudiosos que depois outros passaram a poder consultar. O autor de Ermida do Monte Farinha não é apenas um amigo da Senhora da Graça é o precursor dos verdadeiros estudiosos de Mondim e da região de Basto, embora natural de Vila do Conde e residente em Lisboa. Que ao menos hajam mondinenses como nós :reconhecidos e descomplexados".  

         Agora só para dizer que este homem de cultura a quem muito deve Mondim de Basto, mormente a freguesia e paróquia de São Pedro de Vilar de Ferreiros, e que ainda há pouco eu lembrava que "apesar da idade continua a ser um admirador convicto da região de Basto que acompanha lendo todas as noticias que lhe chegam pelo jornal, rádio e tv", já deixou de o fazerno passado dia 8 a parca veio rouba-lo ao mundo dos vivos e assim deixar um vazio no coração daqueles que tiveram a felicidade de o ter como seu professor e generoso amigo. Que Nossa Senhora da Graça o recompense. Porque os homens nem sempre sabem ser reconhecidos   



publicado por aquimetem às 02:34
Em vez de "Caminho Novo" vai passar a chamar-se o sítio aonde essa antiga via conduz: Monte Farinha.
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