Terça-feira, 06 de Novembro de 2007

        Em post recente comentava eu que com o fim de Setembro a afluência de peregrinos e turistas ao alto da Senhora da Graça sofre uma quebra muito significativa que como sabemos se reflecte em baixa no cofre  das esmolas e donativos que são a garantia do asseio e desenvolvimento que nestes ultimas décadas ali se tem verificado.

         Também o restaurante durante este lapso não tem o movimento que a qualidade e a localização mereciam. Mesmo assim, ainda que mais raramente ele continua a ser um espaço privilegiado  e procurado para celebrar festas familiares como foi agora a do aniversário da minha conterrânea D. Gravelina Ferreira Lopes que no domingo, dia 4, em lauto e animado almoço ali juntou  toda a sua dilecta prole para com ela comemorar os seus 82 anos feitos no dia anterior, sábado dia 3.

          Mãe e esposa exemplar, a D. Gravelina viu nesta reunião familiar a prova do carinho que nutre no seio de todos os seus e pode alegrar-se por se  saber assim estimada , o que já não é muito vulgar hoje em dia ver. Por isso os meus parabéns.

          De Barrancos, veio  a sua filha Dina, marido e filhos; de Paredes, a filha Maria, marido e filhos, e de Lisboa, o seu  filho António, esposa e filhos, e ainda a sua filha Maria de Fátima. Tudo a juntar  à  filha São, marido e filhos que vivem na terra.  

          Por muitos anos mais, prezada conterrânea!      

 

A aniversariante D. Gravelina e seu marido Sr. Manuel Lopes

 



publicado por aquimetem às 21:35
Só para lh agradecer estas noticias e estas fotos maravilhosas.Senhora da Graça abençõe as suas mãos e lhe dê uma longa vida.Eu devia pagar para ter estas imagens no fim do meu doia de trabalho.

Senhora da Graça
Senhora lá de cima,
Em pepétua assunção,
De vrlar todo o mundo:
Desde a mais alta penedia,
Ao recanto mais profundo,
De qualquer pedaço de chão.

Senhora da Graça,
Senhora dos íngremes caminhos
E carreiros,
De peregrinos,
Sentados, de braço dado,
Ou a correr, lado a lado,
Pelas sombras dos pinheiros

Ai Pedra Alta, alta e escura.
Que em cruz abres os braços,
Para paragem e descanso,
Como quem procura
Uma Verónica ao meio do Calvário
E não para escolher o caminho,
Que esse ´e um só,
E vai direitinho,
Ao Emaús do Santuério

Senhora de Mondim
de Pedra Vedra e de Atei
do Bilhó, Ermelo e Fervença;
Vilar de Viando, Campos e Paradança;
De Vilar,Vilarinho e da Serra.
Com porta aberta em Sobreira,
Senhora da nossa Terra,
Sebhora da Graça, da graça pura e verdadeira

De Nelson Vilela Poeta
De mim com um beijo para si Sr.Aquimetem




gisela santos a 23 de Junho de 2008 às 19:47

Tenho acompanhado com agrado as referências que vem fazendo à volta do meu labor consagrado ao granítico trono de Nossa Senhora da Graça, bem haja.
É para mim motivo de grande satisfação saber que Nossa Senhora tem por esse mundo fora muitos loucos de amor como nós.
Também parabéns para si, mais ainda porque tenho uma filha também chamada Gisela.
Estes poemas do Dr. Nelson, são para mim novidade, admiro o intelectual, mas não conheço a sua obra literária.
Costa Pereira

OBRIGADA SR. AQUIMETEM.EU NEM TINHA A CERTEZA SE ME IRIAM NOTAR, NUNCA ENTREI NESTES BLOGS, FOI SÓ PELO FACTO DE ESTAR A TODA A HORA A TROPEÇAR COM MONDIME O MONTE FARINHA.POIS VOLTANDO AO SR.DOUTOR NELSON VILELA, NÃO SE CONSEGUE VER NAS LIVRARIAS A OBRA DELE,PARECE-ME QUE SENDO ASSIM AS PESSOAS SÓ VÃO REALMENTE ABRIR UM LIVRO PARA LER, QUANDO É ANUNCIADO EM ALGUM CANAL DE TELEVISÃO POR ALGUEM QUE ESTEJA NA BERRA OU ENTÃO NALGUM VERNISAGE COR DE ROSA,E ENTÃO SE O ESCRITOR É HUMILDE PORQUE ASSIM É A SUA MANEIRA DE SER,APESAR DE EXIMIO, NINGUEM DÁ POR ELE.VOU-LHE DAR A CONHECER ALGUNS VERSOS ADIANTE, PARA O SR. JULGAR. ATÉ BREVE
gisela santos a 24 de Junho de 2008 às 12:57

Do "SAL E AS LÀGRIMAS Livro de mensagem lado a lado com o Pessoa:
Mensagem--A Europa jaz posta nos cotovêlos:
De Oriente a Ocidente jaz, fitando,
E toldam-lhe romanticos cabelos
Olhos gregos, lembrando

Os românticos cabelos
De tanto tempo tidos
Jazem pervertidos em desonradas cãs...
Portugal não pensa em maresia,
Não sonha nem ara caravelas...
Estrasburgos e Bruxelas
Dão-lhe tardes de Burguesia,
Bizarras e louçãs

Fita com o mesmo olhar fatal
Comprometido e distanciado
O Mundo Novo, sem futuro pelo passado,
O rosto com que fita é, ainda,Portugal



gisela santos a 24 de Junho de 2008 às 19:09

O SAL E AS LÀGRIMAS claro que é de Nelson Vilela

O DAS QUINAS---
Os Deuses vendem quando dão
Compra-se a Glória com desgraça
Ai dos felizes, porque são
Só o que passa----mensagem

Os que mandam
É que vendem tudo quando dão...
Corações largos
E mão aberta,
Aré das lágrimas dos de nada ter
Fazem questão de ser oferta

Dão o que lhes deram
E não podia, por herdado
Só que habituados a ter
Não souberam
Possuir o que com honra foi doado

E o que no sacrificio de sangue
Foi tido
Na desavença foi dado.
Como se fosse devido
Por presságio de mau fado

NELSON VILELA

gisela santos a 24 de Junho de 2008 às 19:19

DESDITA

Trista se ria que a vida
Ou a morte?
Levasse tudo...Que tudo
Fosse vão.
Que nada ficasse,
Quando o corpo tombasse
Amarfanhado,
Dentro do caixão

Que fique, ao menos,
Uma queixa, uma prece...
Uma gota de sol e de fel
Numa folha de papel,
Enquanto na tumba,
O corpo se mirra e apodrece.-Livro Sempre em Caminho

Livro das Horas

O Outono do Poeta

Triste sorrir de Outono
A suceder
Ao descolorido Verão
Sem flores, sem trono,
Qual espuma a escorrer
Da palma da mão.

Pobre outono do poeta,
A olhar a gleba
De tanta Primavera semeada,
A sonhar verdura em cada canteiro,
Deixado ao relento,
Mas a que a geada,
Pela noite escura e calada,
Tudo queimou:rebento a rebento!...

De Nrlson Vilela
Não se irá dar uma luz ao Outono do Poeta?...Beijos para todos
gisela santos a 24 de Junho de 2008 às 19:37

Eu sei que o Dr. Nelson é muito estimado no concelho de Mondim, pela minha parte tenho-o na mais alta consideração. Só que não temos um relacionamento de intimidade para que me permita conhecer a sua produção literária. Também sei que é um amigo de Mondim com quem de perto nunca contactei, mas como digo admiro-o até pela família de que faz parte e as raízes Camilo conheceu certamente. Mas acredite que vou procurar conhecer a sua obra e na medida dos meus possíveis divulgá-la. Um abraço
aquimetem a 25 de Junho de 2008 às 00:42

Em vez de "Caminho Novo" vai passar a chamar-se o sítio aonde essa antiga via conduz: Monte Farinha.
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