Quinta-feira, 17 de Fevereiro de 2011

           Natural da freguesia de Fajozes (Vila do Conde), onde nasceu a 5 de Junho de 1921, o Dr. Primo Casal Pelayo depois da sua licenciatura em Direito, na  Universidade de Coimbra, ainda tentou optar pela Magistratura, que experimentou na condição de Delegado do Ministério Publico, no entanto era o Magistério que por vocação e tradição familiar o iria seduzir e consumir toda a existência, primeiro do Colégio de São José, de Vila do Conde, e mais tarde no Externato Latino Coelho, em Lisboa. 

          Autor de vários trabalhos didácticos, tais como: EXERCÍCIOS SOBRE OS LUSÍADAS E SONETOS DE CAMÕES, da Livraria Avis - Porto; ou de historiador e jurista, em  "A Ermida do Monte Farinha, em Vilar de Ferreiros - Mondim de Basto", edição do autor, e "FAJOZES - Memórias de seu passado", edição da Junta de Freguesia de Fajozes. Em comentário recente que  fiz á volta de tão insigne vila-condense deixei expresso " Além do mais tenho em particular uma divida de gratidão para com tão ilustre e generosa pessoa, pois lhe devo o gosto pela vertente histórica e pesquisa nos arquivos. Sem a sua intervenção no caso...da Senhora da Graça, ainda hoje se não sabia a história verdadeira, nem Mondim de Basto tinha de si próprio o conhecimento  que tem hoje. Foi graças às fontes de estudo e consulta que Primo Pelayo disponibilizou aos estudiosos que depois outros passaram a poder consultar. O autor de Ermida do Monte Farinha não é apenas um amigo da Senhora da Graça é o precursor dos verdadeiros estudiosos de Mondim e da região de Basto, embora natural de Vila do Conde e residente em Lisboa. Que ao menos hajam mondinenses como nós :reconhecidos e descomplexados".  

         Agora só para dizer que este homem de cultura a quem muito deve Mondim de Basto, mormente a freguesia e paróquia de São Pedro de Vilar de Ferreiros, e que ainda há pouco eu lembrava que "apesar da idade continua a ser um admirador convicto da região de Basto que acompanha lendo todas as noticias que lhe chegam pelo jornal, rádio e tv", já deixou de o fazerno passado dia 8 a parca veio rouba-lo ao mundo dos vivos e assim deixar um vazio no coração daqueles que tiveram a felicidade de o ter como seu professor e generoso amigo. Que Nossa Senhora da Graça o recompense. Porque os homens nem sempre sabem ser reconhecidos   



publicado por aquimetem às 02:34
Olá!
Sermos reconhecidos, devia fazer parte dos cinco sentidos ; muito mais se o reconhecimento é por alguém que realmente se preocupou com os outros e viveu, até se pode dizer, em função do seu semelhante e de causas em prol de todos nós.
Bonito de ver esse sentimento de honra e amizade que nutria pelo Professor.
De certo, que alguém mais que aqui passe, irá lembrar-se dele e isso já valerá como uma homenagem consumada.
Bem haja pela sua humanidade e reconhecimento.
mg a 18 de Fevereiro de 2011 às 12:49

Bem vinda! Não inventei. O comentário a que faço referência foi em resposta a um outro seu, por isso um redobrado bem haja. De facto o Dr Primo Pelayo foi mesmo um individuo que nasceu para a cultura e para espalhar cultura, alem disso generoso e muito recto e justo. Se tinha seguida a carreira da Magistratura os mafiosos tinham que se ver com ele. Com a sua morte Mondim perdeu um admirador e eu um amigo que muito respeitava e admirava pelas suas qualidades e virtudes. Um homem de barba rija, de antes quebrar que torcer.
aquimetem a 18 de Fevereiro de 2011 às 19:17

Em vez de "Caminho Novo" vai passar a chamar-se o sítio aonde essa antiga via conduz: Monte Farinha.
mais sobre mim
Fevereiro 2011
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
10
11
12

13
14
15
16
18
19

20
21
22
23
24
25
26

27
28


pesquisar neste blog
 
Contador de visitas
blogs SAPO